Prémios EDP mostram uma visão sobre os atuais artistas portugueses no MAAT

A 12ª edição do prémio dedicado aos artistas emergentes mostra uma grande diversidade de propostas, que vão desde meios tradicionais como a pintura e a escultura, às performances e instalações, de tal forma que se torna evidente a influência dos mass media e da media art na arte produzida atualmente.

Esta nova geração de artistas, entre os 24 e os 39 anos, produz uma amplitude de resultados combinando diferentes meios – quer seja durante o processo de trabalho ou nas obras finalizadas – mostrando que existe uma ligação entre estes não só na sua materialização, mas também nas referências históricas usadas. Esta relação com o tempo histórico é mostrada “quer através das narrativas, quer através da recuperação de meios analógicos que interagem com processos de trabalho do universo digital”, como explica João Silvério, curador do projeto independente Empty Cube.

Tendo por base a era pós-digital, onde a omnipresença da tecnologia sobrevive da ambiguidade de ser tão clara e impercetível ao mesmo tempo, o pensamento digital torna-se unânime e permite desconstruir o meio cultural digital em que assentam as obras destes 6 artistas.

Ana Cardoso pensa a sua pintura-performativa a partir do digital. Igor Jesus parte do cinema e da escultura para construir um momento cinematográfico. Bernardo Simões Correia entrega ao espetador a componente digital do seu projeto via e-mail. João Gabriel vai beber à indústria pornográfica gay as suas imagens que nos são devolvidas em pintura. Ana Guedes traz o som para as artes visuais através de e, por último, Claire de Santa Coloma propõe a própria exposição de escultura como um espaço habitacional.

A exposição encontra-se no MAAT de 20 de Junho a 9 de Outubro e durante este período cabe ao júri internacional (ainda por selecionar) escolher qual dos seis artistas receberá os 20 mil euros do Prémio Novos Artistas da Fundação EDP 2017.